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Empresa de advocacia teria pago extorsão de US$ 18M

 O escritório de advocacia Weil Gotshal, sediado nos EUA, teria pagado entre USD 18 milhões e USD 20 milhões ao grupo de extorsão Luna Moth para evitar a publicação de dados confidenciais de clientes, conforme reportagem do portal Legal Cheek, citando informações do The Insurer. O valor teria sido pago em até três dias após a demanda, embora o escritório não tenha confirmado se efetivamente realizou o pagamento.

Incidente e resposta do escritório

Segundo comunicado de um porta-voz da Weil Gotshal citado pelo Legal Cheek, o escritório respondeu recentemente a um incidente cibernético envolvendo um agente de ameaça e o upload não autorizado de um número limitado de documentos de clientes para um site externo de armazenamento em nuvem. Ao descobrir o incidente, o escritório ativou imediatamente seus protocolos de resposta, tomou medidas de contenção preventiva e iniciou uma investigação com o apoio de profissionais de cibersegurança terceirizados, além de notificar as autoridades policiais.

O porta-voz afirmou que investigações forenses concluíram que o invasor nunca acessou a rede do escritório e que o incidente não interrompeu as operações. Monitoramentos contínuos não detectaram nenhuma atividade não autorizada adicional. O escritório informou que entrou em contato com os clientes cujas informações foram envolvidas no incidente.

Contexto do grupo Luna Moth e ataques anteriores

O grupo de extorsão Luna Moth, também conhecido como Evil Corp ou UNC2165, tem histórico de ataques a escritórios de advocacia. O caso ocorre após o escritório Jones Day, também nos EUA, ter sido alvo de hackers no início de 2026, quando invasores teriam roubado arquivos confidenciais relacionados a 10 clientes. O incidente levanta novamente a discussão sobre a segurança de dados em escritórios de advocacia, que armazenam informações sensíveis de clientes corporativos e indivíduos, e sobre a prática de pagamento de resgates para evitar vazamento de dados – uma decisão que contraria orientações do FBI e de outras agências, que alertam que o pagamento não garante a não divulgação das informações e incentiva novos ataques.

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