Num mundo cada vez mais dependente da tecnologia, falhas de sistemas, ataques de ransomware, erros humanos ou até desastres naturais podem comprometer seriamente a operação de qualquer organização. A sua empresa tem um plano de Disaster Recovery?
O Disaster Recovery Plan (DRP), ou Plano de Recuperação de Desastres, é uma estratégia essencial para garantir que uma empresa consegue recuperar rapidamente os seus sistemas críticos, dados e operações após um incidente.
Mas em que consiste um Plano de Disaster Recovery?
Um DRP é um conjunto estruturado de políticas, procedimentos e ferramentas que permite restaurar infraestruturas tecnológicas e serviços essenciais após uma interrupção inesperada.
Na prática, este plano pode incluir:
- Cópias de segurança regulares
- Sistemas redundantes
- Recuperação em cloud
- Procedimentos de resposta a incidentes
- Testes periódicos
- Definição de responsabilidades
O objetivo principal é reduzir o tempo de inatividade e minimizar perdas financeiras, operacionais e reputacionais.
Muitas empresas continuam a subestimar o impacto de uma falha tecnológica. Um único incidente pode resultar em:
- Perda de dados críticos
- Interrupção de serviços
- Penalizações legais (ex.: RGPD)
- Danos reputacionais
- Perdas financeiras elevadas
RTO e RPO: dois conceitos fundamentais
Ao desenvolver um DRP, existem dois indicadores essenciais:
- RTO (Recovery Time Objective)
- Tempo máximo aceitável para restaurar operações após um desastre.
- RPO (Recovery Point Objective)
- Quantidade máxima de dados que a empresa pode perder sem impacto crítico.
Por exemplo:
- RTO: 4 horas
- RPO: 30 minutos
Isto significa que os sistemas devem voltar a funcionar em até 4 horas e que apenas 30 minutos de dados podem ser perdidos.
As soluções modernas de disaster recovery recorrem cada vez mais à cloud. Serviços como Disaster Recovery as a Service (DRaaS) têm vindo a tornar esta capacidade acessível até para PME.
Um Plano de Disaster Recovery robusto pode ser o fator decisivo entre uma recuperação rápida ou uma crise prolongada. Na cibersegurança, não basta evitar ataques, é preciso garantir que a organização consegue recuperar quando eles acontecem.


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