Pular para o conteúdo principal

Estudos indicam que assistir a mais de 3,5 horas de televisão por dia pode estar relacionado a um maior risco de demência.

 

O uso excessivo de televisão e telas, especialmente em adultos mais velhos, está associado a impactos negativos na memória, atenção e capacidade cognitiva geral

. Estudos indicam que assistir a mais de 3,5 horas de televisão por dia pode estar relacionado ao declínio cognitivo e a um maior risco de demência.

Aqui estão os principais efeitos da televisão na memória e na cognição:
  • Declínio Cognitivo e Demência: Pesquisas mostram que idosos que passam muitas horas em frente à TV têm maior risco de desenvolver problemas de memória, demência e Alzheimer.
  • "Demência Digital" e Burnout: O uso intenso de telas pode causar uma sensação de cansaço mental, diminuição da capacidade de concentração e dificuldades de memória de curto prazo, fenômeno às vezes associado ao "burnout digital".
  • Passividade Cerebral: Ao contrário da leitura, que estimula o cérebro, a TV tende a colocar o indivíduo em um estado passivo de consumo visual e sonoro, o que pode atrofiar habilidades cognitivas ao longo do tempo.
  • Déficit de Atenção e Foco: A constante estimulação e as trocas rápidas de cenas na TV podem prejudicar a atenção sustentada, dificultando a retenção de informações importantes na memória.
  • Impacto no Sono: Assistir TV antes de dormir prejudica a qualidade do sono devido à luz da tela, afetando a consolidação da memória, que ocorre durante o descanso profundo.
Diferença entre TV e atividades ativas:
Enquanto assistir à TV entrega conteúdo pronto e passivo, atividades como leitura, jogos de tabuleiro ou interação social estimulam áreas do cérebro responsáveis pela memória, raciocínio e atenção, agindo como um "exercício" que mantém o cérebro saudável.
Recomendação: Equilíbrio é fundamental. Especialistas sugerem limitar o tempo de tela e preferir atividades analógicas para proteger a saúde cognitiva a longo prazo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apple Intelligence

  O iOS 18.2 trouxe  uma série de novos recursos dentro da suíte Apple Intelligence   e isso também está exigindo mais armazenamento livre nos iPhones, iPads e Macs compatíveis. Conforme as novas diretrizes da Apple, agora  o usuário precisa manter ao menos 7 GB de memória livre  no dispositivo caso deseje usar as funcionalidades de Inteligência Artificial. Ou seja, um aumento considerável em relação aos 4 GB de armazenamento  exigidos anteriormente no iOS 18.1 . A Apple diz que essa mudança é necessária porque muitas das funções de IA são processadas localmente pela NPU Apple Silicon, algo que exige mais espaço de memória. Caso o usuário não tenha os 7 GB disponíveis, ele será impedido de usar a IA para gerar emojis (Genmoji) ou conversar com a nova Siri, que tem o ChatGPT integrado.   Recursos mais "simples", como a tradução ou resumo de textos, também deixam de funcionar. Na prática, usuários que procuram comprar os novos aparelhos da linha  iP...

“internet zumbi”

 A ascensão do slop, diz ele, transformou a rede social em um espaço onde “uma mistura de bots, humanos e contas que já foram humanos, mas não se misturam mais para formar um site desastroso onde há pouca conexão social”. Nick Clegg, presidente de assuntos globais da empresa-mãe do Facebook, Meta, escreveu em fevereiro que a rede social está treinando seus sistemas para identificar conteúdo feito por IA. “Como a diferença entre conteúdo humano e sintético fica turva, as pessoas querem saber onde está o limite”, escreveu ele. O problema começou a preocupar a principal fonte de receita da indústria de mídia social: as agências de publicidade que pagam para colocar anúncios ao lado do conteúdo. Farhad Divecha, diretor-gerente da agência de marketing digital AccuraCast, com sede no Reino Unido, diz que agora está encontrando casos em que os usuários estão sinalizando erroneamente os anúncios como slop feitos de IA quando não estão. “Vimos casos em que as pessoas comentara...

Cibersegurança: Confiança zero… desconfiança por omissão

  Atualmente, todas as empresas têm presença digital. Embora este facto traga inúmeros benefícios, também acarreta uma série de riscos. Os cibercriminosos estão a encontrar cada vez mais formas de contornar as medidas de segurança e aceder aos dados. Se a proteção não for suficientemente forte, os dados das organizações, dos seus clientes e dos seus parceiros podem ser comprometidos, com consequências terríveis para as empresas. A crescente digitalização, juntamente com a evolução das táticas dos cibercriminosos, está a resultar num aumento dos incidentes de cibersegurança. Esta tendência preocupante é demonstrada no último Relatório de Violação de Dados, realizado pelo Internet Theft Resource Center (ITRC), que regista 2.365 ciberataques em 2023 que afetaram mais de 300 milhões de vítimas. Com este conhecimento, é essencial que as empresas tomem medidas e protejam os seus sistemas para evitar que utilizadores não identificados acedam a informações sensíveis. Só assim será possível...