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Dediquem-se ao “vibe coding” Líder de IA da Meta tem um conselho para a geração Z

 A programação está a sofrer uma transformação radical com a inteligência artificial (IA), e o futuro poderá pertencer a quem se adaptar mais depressa. Para Alexandr Wang, uma das mentes mais influentes da IA na Meta, o caminho para os mais jovens é claro e tem um nome: "vibe coding".

O que é, afinal, o "vibe coding"?

Alexandr Wang, que além de ser o responsável pelo laboratório de IA da Meta é também o fundador da Scale AI, partilhou recentemente uma visão provocadora para o futuro da engenharia de software. Durante uma participação no podcast TBPN, no âmbito do evento Meta Connect, Wang argumentou que o trabalho dos programadores está a mudar a uma velocidade vertiginosa. Segundo ele, nos próximos cinco anos, a profissão será irreconhecível.

A sua aposta está no "vibe coding". O conceito distancia-se da programação tradicional, onde a proficiência em linguagens como Python, C++ ou JavaScript era o fator decisivo. Em vez disso, a nova competência essencial será a capacidade de dialogar com modelos de IA.

Trata-se de saber explicar, em linguagem natural e com a máxima precisão, o que se pretende que a IA crie, para depois supervisionar e refinar os resultados até se obter um produto funcional. Para Wang, esta é a evolução inevitável da programação.

Um conselho direto sobre IA para os mais novos

A mensagem mais incisiva de Wang foi dirigida diretamente à Geração Z e aos mais novos.

Se tiver 13 anos, deveria passar todo o seu tempo a praticar "vibe coding". É isso que deveria estar a fazer.

Afirmou de forma categórica. A sua recomendação baseia-se numa analogia histórica poderosa. Ele compara o momento atual à revolução dos computadores pessoais no final dos anos 70 e início dos 80. Naquela época, os jovens que se dedicaram a explorar aquelas novas máquinas, como Bill Gates ou Mark Zuckerberg, ganharam uma vantagem competitiva monumental na economia do futuro.

Acredito que esse momento está a acontecer novamente, agora mesmo.

Sublinhou Wang, sugerindo que a IA generativa é o "computador pessoal" da nossa era.

A prática como chave para o domínio

Wang não se limita a dar o conselho; ele quantifica o esforço necessário para que os jovens de hoje se destaquem no mercado de trabalho de amanhã.

Se passar 10.000 horas a interagir com estas ferramentas e a descobrir como usá-las melhor do que os outros, isso será uma vantagem tremenda.

Incentivou o executivo.

Esta perspetiva é fundamentada na sua própria trajetória de sucesso. Com apenas 19 anos, Wang fundou a Scale AI, uma empresa especializada em labeling de dados para treinar modelos de IA. Aos 25, já figurava na lista de multimilionários da Forbes, com uma fortuna avaliada em mais de mil milhões de dólares.

A visão de Wang é clara: a IA não será apenas uma assistente de programação; chegará ao ponto de escrever autonomamente a maior parte do código. Contudo, isso não significa o fim do engenheiro de software. Pelo contrário, o papel do profissional humano evoluirá para uma posição mais estratégica.

O trabalho do futuro engenheiro consistirá em saber o que pedir à IA, como orquestrar diferentes ferramentas, como validar e auditar o código produzido e, finalmente, como transformar esses resultados em produtos e serviços reais. A sua insistência para que as crianças e os jovens comecem a praticar o "Vibe Coding" o quanto antes visa precisamente isso: que esta nova forma de interagir com a tecnologia se torne tão natural para eles como hoje o é para nós usar um teclado ou um rato.

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