Pular para o conteúdo principal

ChatGPT Atlas e Chrome no fundo da tabela! Privacidade em risco nos browsers modernos

 Sendo ferramnentas que usamos quase constantemente, o browsers precisam de garatir a privacidade dos utilizadores. Isso infelizmente não acontece e a prova vem de um novo estúdo. Do que é revelado, o ChatGPT Atlas e Chrome estão no fundo da tabela e a privacidade está em risco nos browsers modernos.

Atlas Chrome browsers privacidade

ChatGPT Atlas e Chrome no fundo da tabela!

O mercado dos browsers tem sido dominado, de forma quase inabalável, pelo Google Chrome. A popularidade nem sempre é sinónimo de segurança ou respeito pela privacidade do utilizador. Um novo estudo da Digitain, publicado agora, lança um alerta sobre os riscos digitais, colocando o recém-lançado ChatGPT Atlas, da OpenAI, e o gigante da Google como as opções menos seguras no que toca à proteção de dados.

A análise detalhada aponta o ChatGPT Atlas como o browser com o pior desempenho em termos de privacidade, atingindo uma pontuação de risco de 99 em 100. Este browser falhou em todos os testes de partição de estado, o que significa que não impede os sites de rastrearem os utilizadores entre diferentes sessões.

O relatório destaca que, apesar da inovação tecnológica, a estrutura do Atlas não foi construída com a privacidade como pilar fundamental. Falha em métricas críticas de anti-fingerprinting e bloqueio de dados. Ainda que não seja um resultado positivo, é certo que para muitos vem confirmar tudo o que se pensava desde o início deste browser.

Atlas Chrome browsers privacidade

Privacidade em risco nos browsers modernos

O responsável de Marketing Digital na Digitain, explica que o entusiasmo em torno da IA pode estar a cegar os utilizadores para perigos reais. "A IA funciona através da recolha e aprendizagem a partir de dados, o que significa que estas ferramentas podem estar a recolher mais informações pessoais do que o utilizador imagina", alerta o especialista, sublinhando que o uso de IA não é garantia de segurança.

Logo atrás do browser da OpenAI surge o Google Chrome, com uma pontuação de 76, seguido de perto pelo Vivaldi e pelo Microsoft Edge. Estes dados reforçam a ideia de que os browsers mais utilizados são, frequentemente, os que mais facilitam a monitorização da atividade online. Abaixo está a lista dos browsers com maior pontuação de risco (quanto mais baixa a pontuação, maior a privacidade):

  • ChatGPT Atlas: 99
  • Google Chrome: 76
  • Vivaldi: 75
  • Microsoft Edge: 63
  • Opera: 58
  • Ungoogled: 55
  • Mozilla Firefox: 50
  • Apple Safari: 49
  • DuckDuckGo: 44
  • Tor: 40

Em sentido oposto, browsers como o Brave e o Mullvad Browser, este último fruto de uma colaboração com o Tor Project. Ambos são apontados como as referências para quem procura minimizar a sua pegada digital.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apple Intelligence

  O iOS 18.2 trouxe  uma série de novos recursos dentro da suíte Apple Intelligence   e isso também está exigindo mais armazenamento livre nos iPhones, iPads e Macs compatíveis. Conforme as novas diretrizes da Apple, agora  o usuário precisa manter ao menos 7 GB de memória livre  no dispositivo caso deseje usar as funcionalidades de Inteligência Artificial. Ou seja, um aumento considerável em relação aos 4 GB de armazenamento  exigidos anteriormente no iOS 18.1 . A Apple diz que essa mudança é necessária porque muitas das funções de IA são processadas localmente pela NPU Apple Silicon, algo que exige mais espaço de memória. Caso o usuário não tenha os 7 GB disponíveis, ele será impedido de usar a IA para gerar emojis (Genmoji) ou conversar com a nova Siri, que tem o ChatGPT integrado.   Recursos mais "simples", como a tradução ou resumo de textos, também deixam de funcionar. Na prática, usuários que procuram comprar os novos aparelhos da linha  iP...

“internet zumbi”

 A ascensão do slop, diz ele, transformou a rede social em um espaço onde “uma mistura de bots, humanos e contas que já foram humanos, mas não se misturam mais para formar um site desastroso onde há pouca conexão social”. Nick Clegg, presidente de assuntos globais da empresa-mãe do Facebook, Meta, escreveu em fevereiro que a rede social está treinando seus sistemas para identificar conteúdo feito por IA. “Como a diferença entre conteúdo humano e sintético fica turva, as pessoas querem saber onde está o limite”, escreveu ele. O problema começou a preocupar a principal fonte de receita da indústria de mídia social: as agências de publicidade que pagam para colocar anúncios ao lado do conteúdo. Farhad Divecha, diretor-gerente da agência de marketing digital AccuraCast, com sede no Reino Unido, diz que agora está encontrando casos em que os usuários estão sinalizando erroneamente os anúncios como slop feitos de IA quando não estão. “Vimos casos em que as pessoas comentara...

Cibersegurança: Confiança zero… desconfiança por omissão

  Atualmente, todas as empresas têm presença digital. Embora este facto traga inúmeros benefícios, também acarreta uma série de riscos. Os cibercriminosos estão a encontrar cada vez mais formas de contornar as medidas de segurança e aceder aos dados. Se a proteção não for suficientemente forte, os dados das organizações, dos seus clientes e dos seus parceiros podem ser comprometidos, com consequências terríveis para as empresas. A crescente digitalização, juntamente com a evolução das táticas dos cibercriminosos, está a resultar num aumento dos incidentes de cibersegurança. Esta tendência preocupante é demonstrada no último Relatório de Violação de Dados, realizado pelo Internet Theft Resource Center (ITRC), que regista 2.365 ciberataques em 2023 que afetaram mais de 300 milhões de vítimas. Com este conhecimento, é essencial que as empresas tomem medidas e protejam os seus sistemas para evitar que utilizadores não identificados acedam a informações sensíveis. Só assim será possível...