A inteligência artificial erra. Inventa fatos, distorce sentidos e reforça injustiças. Falha no detalhe e, às vezes, no essencial. Ainda assim, existe um ponto decisivo. O erro da máquina tem potencial para educar o humano. A promessa de perfeição algorítmica seduz, mas a realidade impõe um choque pedagógico . “Errare humanum est”. A frase em latim que significa “errar é humano” ganhou um complemento contemporâneo. Errar tornou-se também um espelho mecânico, capaz de devolver ao usuário algo que a cultura digital quase apagou. O valor do limite. Convém colocar a conversa no lugar certo. “Alucinação” em modelos de linguagem descreve um fenômeno verificável, com métricas e benchmarks. No AI Index Report 2025 , um dos principais referenciais acadêmicos do tema, elaborado pela Stanford University, o melhor desempenho reportado em taxa de alucinação no HHEM (sigla para Hughes Hallucination Evaluation Model) chega a 1,3%. Alucinações e preconc...
Samuel Araújo - Informática Extrema
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